Vida real

7 fatos que ninguém fala da fase dos “20 e tantos”

Data: 05/12/17 | Autor: Paula Nader |

crise dos 30

Há alguns meses passamos alguns vídeos de VHS (a juventude que nasceu depois de 2000 não deve ter noção do seja isso) para DVD. Minha família se reuniu na sala e começamos a recordar histórias que mal lembrávamos. Que delícia foi curtir esse momento com os meus. Foi quando bateu a tão temida crise dos 30.

Como essa vida passa rápido! Me lembro, com riquezas de detalhes, das minhas férias na cidade do meu avô. De passar todo o mês de janeiro na praia, de andar a cavalo, ralar o joelho, namorar por cartinha…

Bateu uma saudade!

Mal acredito que estou chegando aos tão temidos 30tão.

Pretendo passar por essa fase com muito bom humor e aproveitar tudo de maravilhoso que ela tem a oferecer! Então listei 7 fatos que quase ninguém fala sobre os balzaquianos.

1. O metabolismo não é mais o mesmo

Após os 25 anos o metabolismo começa a desacelerar. Hoje eu sinto muito mais dificuldade em perder aqueles 3 quilinhos extras. E isso porque eu nunca tive problemas com a balança. Não estou falando que existe um padrão a ser seguido. É só uma comparação dessa transição.

metabolismo lento

2. As baladas perdem espaço para as ” sociais” nas casas dos amigos 

Hoje, eu me recuso a passar 1, 2… 4 horas em pé em um lugar barulhento, tocando músicas que eu odeio e pagando caro para tomar uma simples cerveja.

Dou muito valor em poder conversar com meus amigos sem ter que gritar.

Eu não me tranquei do mundo, mas priorizo lugares em que eu possa ESTAR com meus amigos. Adoro jogar cartas, brigar com quem estiver roubando no jogo, falar de política, de pessoas, de lugares, de sonhos e projetos…

3. Você se importará com o preço do sabão em pó

Essa é para quem mora sozinho ou é casado.

Incluímos nas conversas com os amigos o preço da compra do mês, qual estabelecimento oferece maior desconto e qual faz entrega.

E um detalhe… nunca daremos tanto valor a utensílios de cozinha. . Aproveitamos, muito felizes, o pote de sorvete para guardar o feijão.

Ficamos vidrados em propagandas de frigideiras antiaderentes, plano odontológico para a família, cupons de desconto…

4. Sua pele te dará trabalho

Chega um dia que olhamos para o espelho e perguntamos como aquela ruga apareceu ali, do nada. ” Aquela não sou eu!”

A pia do banheiro não tem espaço sobrando de tantos cremes e óleos para regiões específicas (que nem sabíamos que existia). Não saímos de casa sem protetor solar e adoramos o dia de ir ao dermatologista para sair com 20 amostras grátis.

tratamento de pele

 

5. Você se parecerá mais com os seus pais

Quando somos jovens é quase uma obrigação ter que discordar dos pais. Lógico! O que uma pessoa que viveu 25 anos a mais que você sabe mais da vida? Mas ainda bem que isso passa!

Eu sou tudo o que eu reclamava dos meus pais e de forma intensificada. Todas as preocupações que eles tiveram comigo faz sentido para mim hoje. É um período de menos julgamento. É mais fácil ver o lado deles e a entender certas atitudes que aconteceram no passado.

6. Será cobrado por realizações

Quase 30 e ainda mora com os pais? Não vai casar? Seu primo passou em um concurso e ganha 9 mil por mês!  Vai ficar tarde para ter filhos! Se tiver, vão perguntar quando terá o próximo. Como poderia educar um filho se mal da conta de educar um cachorro?

Começo a lembrar que minha mãe na minha idade já tinha casa, uma profissão estável e eu e minha irmã pra dar conta.

cobrança

Lógico que os tempos são outros, então é normal que as pessoas cobrem, mesmo que seja uma decisão muito pessoal, realizações que na época delas era quase que obrigação.

7. Você se questiona se está na profissão certa.

Por mais que você ame a sua profissão, é natural sentir que alguma coisa não está certa! Que pode fazer algo diferente da vida.

mudança de profissão

É interessante quando vemos uma pessoa “bem resolvida” jogar tudo pro alto e tentar a vida em outro país. O uma pessoa que só deu problema a vida toda se tornar um empresário de sucesso. A mudança é arriscada, mas talvez, seja a única opção.

Isso não é uma regra! É só uma visão dramática de quem já começou a sentir o peso da idade. Se você passa ou já passou pela crise dos 30 deixe nos comentários a sua experiência!

Abraço,

Paula Nader

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Viagens

Foz do Iguaçu

Data: 03/12/17 | Autor: Paula Nader |

Por sua beleza de tirar o fôlego, a cidade de Foz do Iguaçu – PR é um dos pontos turísticos mais desejados do Brasil. É comum encontrar com pessoas do mundo inteiro por todas as partes em Foz.

Para os apaixonados por natureza, Foz do Iguaçu oferece paisagens incríveis, espécies raras de animais e trilhas com muito verde. Além das monstruosas Cataratas, os visitantes encontram parques, circuitos radicais, restaurantes para todos os gostos e muito mais.

Acolhedora que é, Foz do Iguaçu cativou meu coração desde o primeiro dia.

Nosso grupo era de 5 pessoas, então ficou muito mais barato alugar um carro. Isso nos deixou livres para organizar nosso roteiro. Fazíamos tudo sem a pressa de um guia estar nos esperando. Para que desse certo, colhemos o máximo de informações antes de ir.

No primeiro dia, por chegarmos mais tarde, optamos por conhecer o Duty Free que se localiza entre a aduaneira do Brasil e da Argentina. Não achei nada que realmente valesse a pena. A diferença de preço não era exorbitante, mas foi ok!

No dia seguinte, já nos organizamos para conhecer as tão famosas Cataratas do Iguaçu. Quando chegamos no parque e já percebemos que precisaríamos de mais de um dia para poder fazer todas as atividades. Então optamos pelo passeio tradicional, a do mirante. O ticket dava direito ao ônibus que levava para todos os pontos dentro do parque. O nosso destino era o da última parada.

 

Começamos a trilha deste ponto até o mirante principal. É uma caminhada leve e o circuito não tem muitas dificuldades.

A todo momento éramos surpreendidos por uma paisagem diferente.

No mesmo dia, fomos conhecer o Parque das Aves. Fica bem próximo à entrada do parque das Cataratas. Para quem ama a natureza, consegue ter contato bem de pertinho com uma diversidade de pássaros e répteis.

Chegamos no hotel e só deu tempo de tomar um banho e já saímos. Fomos conhecer a cidade de Puerto de Iguazu, que é uma cidade argentina que faz fronteira com Foz.

Um ponto negativo de ir de carro é atravessar a fronteira. Eles pedem os documentos de todos os passageiros e isso te faz perder um tempo por lá, tanto na ida quanto na volta.

Conhecemos o Cassino Iguazu. Tenho que confessar que a expectativa foi bem maior que o encontrado.

No dia seguinte, decidimos conhecer a Ciudad del Est no Paraguai. Deixamos o carro no lado brasileiro e atravessamos a ponte da amizade a pé. Já começamos a reparar a pobreza pelo caminho. Muitas crianças pedindo dinheiro ou querendo te vender alguma coisa. Porém, para as compras foi uma ótima escolha. Os preços são bem menores quando se compara com o Brasil. Tem muitas barracas e até lojas que vendem muita pirataria, mas é bem fácil de ver quando é original ou não.

A noite, fomos conhecer o que Foz de Iguaçu tem para oferecer. São muitos bares e restaurantes. Agrada a todos os gostos, de churrascaria a restaurante alemão.

No quarto dia, acordamos bem cedo e já pegamos a estrada com direção às cataratas no lado argentino. Eu não estava com expectativa alguma, pois não acreditava que poderia ser mais bonito que o lado brasileiro. Quando chegamos ao parque compramos os tickets que dava direito ao trem que levava para a estação seguinte. Em cada estação tinha opções de passeios distintas. É um passeio muito agradável, mas tem que estar preparado para andar, porque a trilha é mais intensa.

Realmente o visual é maravilhoso, de tirar o fôlego! Quando fomos chegando próximo ao mirante principal eu fiquei sem palavras. Eu nunca tinha visto nada tão grandioso. Nesse momento me senti um farelo de areia caindo no oceano. Toda a dor da caminhada passou nesse exato momento.

 

No penúltimo dia, fomos conhecer a usina hidrelétrica de Itaipu. Mas como não era época de cheia, não a vimos em seus melhores dias. Fizemos o circuito de ônibus e o passeio de catamarã.

Nosso último destino foi o marco das três fronteiras. É o encontro dos rios que separa o Brasil, Argentina e Paraguai. A noite acontece a dança das águas e uma apresentação de grupos locais.

 

 

E você já esteve em Foz do Iguaçu? Tem alguma dica para compartilhar? Deixa nos comentários!

Abraço,

 

Paula Nader

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Vida real

Itália: capítulo I

Data: 02/12/17 | Autor: Paula Nader |

Eu, como boa parte da minha geração, sou trineta de um Italiano, o Luigi Pirozzi. Meu trisavô materno nasceu no dia 26 de novembro de 1870 em Proceno, um Comune italiano, na região do Lácio na província de Viterbo – Itália. O filho do Francesco Pirozzi e Flora Lazzari, desembarcou no Brasil no ano de 1899 com sua esposa, Filomena, e o casal de filhos. Não sabiam uma palavra de português e mesmo assim se arriscaram por uma vida melhor.

Meu avô materno, Ednésio Pirozi, é uma pessoa muito culta e sabe do valor de sua família. Em seus momentos saudosistas, começou a escrever a história de seus antepassados com uma riqueza de detalhes, despertando em mim a vontade de mergulhar nesse enredo.

Pesquisas e mais pesquisas me fizeram indagar o que me impedia de requerer minha dupla cidadania italiana. Os passos para conseguir esse reconhecimento não são tão complexos, mas precisam de muito planejamento, organização e muita paciência. Basicamente, o descendente deve provar, junto a embaixada da Itália no Brasil ou na própria Itália, que é proveniente de uma linhagem italiana.

A primeira coisa que fiz foi montar uma árvore genealógica em um papel.

 

Em seguida, localizei toda a documentação de cada pessoa da linhagem (certidão de nascimento, casamento, divórcio e óbito). Como o Luigi Pirozzi nasceu antes de 1871, é muito provável que não tenha a certidão de nascimento só o certificado de batismo que está disponível na PARROCCHIA S.S. SALVATORE, em Proceno.

Assim que o certificado de nascimento e a certidão de casamento forem  encaminhas para o Brasil, começarei com a segunda etapa do processo e o segundo capítulo desta história.

Até breve,

Paula Nader.

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