Vida real

Itália: capítulo I

Data: 02/12/17 | Autor: Paula Nader |

Eu, como boa parte da minha geração, sou trineta de um Italiano, o Luigi Pirozzi. Meu trisavô materno nasceu no dia 26 de novembro de 1870 em Proceno, um Comune italiano, na região do Lácio na província de Viterbo – Itália. O filho do Francesco Pirozzi e Flora Lazzari, desembarcou no Brasil no ano de 1899 com sua esposa, Filomena, e o casal de filhos. Não sabiam uma palavra de português e mesmo assim se arriscaram por uma vida melhor.

Meu avô materno, Ednésio Pirozi, é uma pessoa muito culta e sabe do valor de sua família. Em seus momentos saudosistas, começou a escrever a história de seus antepassados com uma riqueza de detalhes, despertando em mim a vontade de mergulhar nesse enredo.

Pesquisas e mais pesquisas me fizeram indagar o que me impedia de requerer minha dupla cidadania italiana. Os passos para conseguir esse reconhecimento não são tão complexos, mas precisam de muito planejamento, organização e muita paciência. Basicamente, o descendente deve provar, junto a embaixada da Itália no Brasil ou na própria Itália, que é proveniente de uma linhagem italiana.

A primeira coisa que fiz foi montar uma árvore genealógica em um papel.

 

Em seguida, localizei toda a documentação de cada pessoa da linhagem (certidão de nascimento, casamento, divórcio e óbito). Como o Luigi Pirozzi nasceu antes de 1871, é muito provável que não tenha a certidão de nascimento só o certificado de batismo que está disponível na PARROCCHIA S.S. SALVATORE, em Proceno.

Assim que o certificado de nascimento e a certidão de casamento forem  encaminhas para o Brasil, começarei com a segunda etapa do processo e o segundo capítulo desta história.

Até breve,

Paula Nader.

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