Vida real

Itália: capítulo III – história da família Pirozzi

Data: 09/01/18 | Autor: Paula Nader |

Oi, gente! Tudo bem? Convidei meu avô, Edinésio Pirozzi, para contar a história dos nossos antepassados italianos. Ele traz consigo uma história rica e que nos leva de volta para onde pertencemos: para a família. Espero que gostem!

edinésio pirozi

No interesse de Paula Nader em fazer a sua dupla nacionalidade, brasileira e italiana, e na qualidade de seu avô materno, mostro para ela e sua irmã Gabriella, um “algo mais” sobre suas origens.

Entrando num consenso com minha neta Paula Nader, resolvi expor o tema: “ A IMIGRAÇÃO DOS ITALIANOS PARA O BRASIL ”. Isto aconteceu mais ou menos no finalizar do século XVIII e iniciar do século XIX, período belicoso busca por alguma oportunidade no Brasil. Vieram em navios, levando dias e dias para chegarem aos destinos programados; sempre quando isto acontecia paravam no Porto de Santos, Estaleiro de S. Paulo.

É de se dizer que nossos ancestrais italianos,os PIROZZI, passaram pelas mesmas peripécias. Luigi Pirozzi e Filomena Ponciani Pirozzi se imigraram da cidade de Proceno, província de Viterbo, região de Toscana, zona sul da Itália. Nesta cidade de origem, Luigi e Filomena foram casados e batizados; dali trouxeram dois filhos para o Brasil, Francesco Pirozzi e Aída Pirozzi. Do Porto de Santos até ao norte do Estado do Rio só tiveram como transportes as ferrovias. Proceno e Varre-Sai, na época, dois pequenos e longínquos lugarejos que, a muito custo, se entrelaçaram, tendo algumas histórias para contar: de um lado a saída dos Pirozzi da cidade natal, e de outro lado, suas chegadas em Varre-Sai.

Para chegarem a  Varre-Sai, tiveram que enfrentar trilhas e feras perigosas; se estabilizaram no sítio MATINADA região de Natividade como colonos. Ali ficaram por algum tempo. Ao terem uma renda maior mais algumas reservas, compraram o sítio “ ONÇA DOS ELIAS ” ; ali se dedicaram uma vida inteira até os seus falecimentos. Este sítio, ainda hoje, permanece nas mãos de herdeiros dos velhos e antigos Pirozzi.

Consta-me, que em função disto, além dos dois filhos italianos, Luigi Pirozzi e Filomena Ponciani Pirozzi tiveram mais sete filhos: Américo Pirozzi, Maria Anísia Pirozzi, Marino Pirozzi, Fiorello Pirozzi, Rosalina Pirozzi, José Pirozzi e Palma Anunciata Pirozzi.

O bisavô de Paula e Gabriella pelo lado materno e seus primos na mesma árvore genealógica, foi o inesquecível Fiorello Pirozzi, que nunca deixou de dar o ar da graça para todos, sobretudo para as crianças. Fiorello foi o quinto filho dos velhos italinos procenianos; nesta árvore genealógica Edinésio e seus irmãos são os netos. Na qualidade de avós de: Paula e Gabriella, Elizabethe e Isabelle, Lucas e Natália, João e Guilerme, Juliane e Josué, mais os quatro e agregados netos do coração, Igor, Fernando, Rodolfo e Léo. Assim sendo, o lembrar de um saudoso e sadio passado, e ao mesmo tempo ver pela frente os netos que chegam não deixam de ser as grandes prendas que entram nos ambientes familiares; se os netos existem é porque os filhos nos deram com muito carinho.

Hé! Paula, valeu apena entrarmos juntos, e considerarmos que família é importante para nós; sejamos famílias unidas no que der e vier.

Aqui deixo, apenas, um mínimo resumo do que está no “ AS MEMÓRIAS DE UM PASSADO PRESENTE ”. Os que hoje aqui estão é porque quem viveu no passado ilustrou o nosso presente, ilustrou a nossa vida, ilustrou o nosso SER. Concluindo, relatar os velhos Pirozzi do Passado é o mesmo que relatar os Pirozzi de hoje nas modernidades da vida.

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